Eugenio Raggi | 1 Sep 2007 03:10
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Re: Radicais di SAMBA (Folha de São Paulo)

Sônia,

Pavoroso isso. Absurdamente abominável essa história. É como se os
contemporâneos de Shakespeare dissessem sempre: "Nada é melhor do que
Sófocles!!!!". Chico santana, Alvaiade e Cartola - gente que renovou o
próprio gênero e toda a cañção popular desse país em si  - devem
sentir pena de "fãs" como esse Tuco.

Que culpa Paulo César Pinheiro, Nei Lopes, Arlindo Cruz, Pedro
Miranda, Bandeira Brasil, Bira Favela...et coetera...de terem feitos
bons sambas após 1950?

É meio como diz o Rei; "Quanta insensatez, quanta estupidez, o que eu
fiz pra mim?"(em canção dos - pasmem! - anos 1990).

Êi,  Didio, Tuco, Careca, Alexandre Cardoso ....! VTNC!!

Abs,

Eugenio.

PS: Lembrei-me agora da turma que renegava a geração futebolística de
1982, pelo simples fato de se comparar a Pelé, Garrincha, Tostão,
dizendo que Zico, Sócrates, Cerezo, Falcão, Leandro, Júnior, Telê não
ganharam uma Copa. belas e belas merdas(Júlio César, Alemão, Mauro
Galvão, Josimar, Silas...Lembraram-se?). É como Didio, Tuco, Careca e
Alexandre Cardoso se julgando muito acima de Nei Lopes, Arlindo,
Sombrinha, Luis Carlos da Vila....

Em 31/08/07, Sonia Palhares Marinho<soniapalhares@...> escreveu:
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SANDRA FARÁ | 1 Sep 2007 03:27
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Res: [S-C] Radicais di SAMBA (Folha de São Paulo)


-------Mensagem original-------

Assunto: [S-C] Radicais di SAMBA (Folha de São Paulo)

Olá!
Fiquei feliz pela notícia de um grupo intitulado 'Radicais'. Não há nada
mais radical nesse país do que a indústria fonográfica tão cheia de
imposições. Fico feliz que um grupo de músicos, amadores ou não, tenham
disposição para divulgarem a música que acham que devam divulgar, sem
compromisso comercial. Fico feliz que tenham disposição para evitar um ídolo
do samba (que pessoalmente admiro). Não entendi bem: não gostam ou se
permitem não ouvir este ou aquele sambista? Resolveram se dedicar aos
compositores de décadas passadas? Maravilha!
Pois que venham outros radicais...
Enquanto isso, releio a piadinha  ('piadex'), que recebi ainda hoje:
Pior que a morte
"Dois homens condenados à cadeira elétrica foram levados no mesmo dia para a
execução.
O padre lhes deu a extrema-unção, o carcereiro fez o discurso formal, e uma
prece final foi rezada pelos participantes. O carrasco, voltando-se ao
primeiro homem, perguntou:
- Você tem um último pedido?
- Tenho... Como eu adoro pagode, gostaria de ouvir o CD dos Travessos, Só
Pra Contrariar, Negritude Jr., Karametade, Katinguelê, Os Morenos e O Belo,
pela última vez antes de morrer e, se for possível, o CD do É O Tchan, Asa
de Águia, Araketu e KI-Loucura.
O carrasco virou para o segundo condenado e perguntou:
- E você, qual seu último pedido?
- Posso morrer primeiro?"
(Continue reading)

Eugenio Raggi | 1 Sep 2007 04:06
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Re: Radicais di SAMBA (Folha de São Paulo)

Olá, Sandra,

Sandra diz: "Fiquei feliz pela notícia de um grupo intitulado
'Radicais'. Não há nada
mais radical nesse país do que a indústria fonográfica tão cheia de
imposições"

Eu: Não vi nenhum tipo de referência a respeito das tais "imposições"
da indústria fonográfica. Aliás, em tempos de pós-pirataria,
pós-copyleft, pós-umquetenha, nunca a a tal da INDÚSTRIA FONOGRÁFICA
foi tão complacente. Nunca tantos discos independentes foram
absorvidos (positivamente) pelas decadentes "majors". Até mesmo
artistas com resultados profundamente de sucesso iniciaram-se na
marginalidade, no disco independente, nos bares da vida (comprovem a
teoria com Vitor & Leo e  Cesar Manotti & Fabiano). Não vi nada a
respeito disso. O que vi foi um discurso sectário, estúpido e
marqueteiramente blasé
"anti-zecapagodinhoporquelevendemuitoemuitagentegosta".

Sandra: "Fico feliz que um grupo de músicos, amadores ou não, tenham
disposição para divulgarem a música que acham que devam divulgar, sem
compromisso comercial."

Eu: Eu não fico não, Sandra. Fico muito chateado de saber que músicos
qualificados dependam de outra modalidade CAPITALISTA para a própria
sobrevivência. Músicos devem viver de música, vender músicas,
comercializarem músicas. Eu sou professor e vivo das minhas aulas.
Vendo minhas aulas. Comercializo minhas aulas.

Sandra: " Fico feliz que tenham disposição para evitar um ídolo
(Continue reading)

SANDRA FARÁ | 1 Sep 2007 05:19
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Res: Re: [S-C] Radicais di SAMBA (Folha de São Paulo)

-------Mensagem original-------

Assunto: Re: [S-C] Radicais di SAMBA (Folha de São Paulo)

Olá de novo!
Continuo feliz!

Eugênio afirma:
Eu: Não vi nenhum tipo de referência a respeito das tais "imposições"da
indústria fonográfica. Aliás, em tempos de pós-pirataria, pós-copyleft,
pós-umquetenha, nunca a a tal da INDÚSTRIA FONOGRÁFICA foi tão complacente.
Nunca tantos discos independentes foram absorvidos positivamente) pelas
decadentes "majors". Até mesmo artistas com resultados profundamente de
sucesso iniciaram-se na marginalidade, no disco independente, nos bares da
vida (comprovem a teoria com Vitor & Leo e  Cesar Manotti & Fabiano). Não vi
nada a respeito disso. O que vi foi um discurso sectário, estúpido e
marrqueteiramente blasé
"anti-zecapagodinhoporquelevendemuitoemuitagentegosta".

Resposta: Em que o discurso é sectário exatamente? as pessoas podem e devem
tocar o que gostam e afirmar o que acreditam. Ou não?

Eugênio afirma:

Eu: Eu não fico não, Sandra. Fico muito chateado de saber que músicos
qualificados dependam de outra modalidade CAPITALISTA para a própria
sobrevivência. Músicos devem viver de música, vender músicas,
comercializarem músicas. Eu sou professor e vivo das minhas aulas.
Vendo minhas aulas. Comercializo minhas aulas.

(Continue reading)

Eugenio Raggi | 1 Sep 2007 12:04
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Re: Re: Radicais di SAMBA (Folha de São Paulo)

Ora Sandra,

Sandra: " Em que o discurso é sectário exatamente? as pessoas podem e devem
tocar o que gostam e afirmar o que acreditam. Ou não?"

Eu: Peraí. O conceito de sectarismo é escolher um lado (um sector,
raiz geradora) e só acreditar neste lado. Eles mesmo se autodenominam
xiitas. Eles escolheram um lado e fazem questão de dizer que odeiam
qualquer que seja o outro lado.

Sandra: Esses músicos, são amadores, ou seja, não vivem da música que
divulgam. Pensei que isso estivese claro na mensagem a qual respondi
anteriormene.

Eu: Subliminarmente eles estão também criticando o artista
profissional. É, com certeza, uma postura hipócrita. Se a roda começar
a se tornar convidativa, e a matéira vai auxiliar nisso, logo eles vão
viver de música e gravar um CD com mais apuro que será distribuído por
uma gravadora major. A mais pura das hipocrisias. Falso como nota de 3
reais.

Sandra: Não ouvir ou evitar, caro colega professor, não significa
necessariamente excluir ou discriminar.

Eu: Dizer que rejeita, não ouve, não gosta é exclusão e -subliminar e
intencionalmente - discriminar.Me lembrou o abominável discurso
vegetariano. Quem (diz) não comer carne sempre se apresenta com uma
áurea de superioridade, de superação intelectual e espiritual. Como se
pés de alface não fossem seres vivos asssassinados para servirem de
alimento todos os dias. Como esses talibãs do samba.
(Continue reading)

André Carvalho | 1 Sep 2007 14:07
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Re: Re: Radicais di SAMBA (Folha de São Paulo)

Vocês criticarem o Terreiro Grande sem escutar é ridículo e lamentável. Os
caras são bons demais e honram o nosso samba. A sonoridade é de primeira
(lembra um terreiro da Portela nos anos 30) e o repertório é incrível. Me
emocionei no show deles que foi gravado o CD. Escutem primeiro antes de
falarem asneira, falou?
André Carvalho | 1 Sep 2007 14:11
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Re: Re: Radicais di SAMBA (Folha de São Paulo)

Recomendo vocês conhecerem o Terreiro Grande, Sonia e Eugenio... Com certeza
irão se emocionar.
Eugenio Raggi | 1 Sep 2007 15:24
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Re: Re: Radicais di SAMBA (Folha de São Paulo)

André,

Quem disse aqui que o trabalho (desculpe, eles são amadores, né?)
deles é ruim? Quem falou que eles não tocam bem? Que o repertório é
ruim?

Olha, só acho que esse tipo de gente, com essa postura talibã, xiita,
sectária (eu falo do discurso, não da prática musical) só contribui
para preconceitos, intolerâncias e outras bobajadas culturais.

O discurso dos caras é abominável, sofismático, blasé, ególatra,
discirminatório e perverso. Espero que a qualidade artística seja
inversamente proporcional.

Em 01/09/07, André Carvalho<carvalhoandre@...> escreveu:
> Recomendo vocês conhecerem o Terreiro Grande, Sonia e Eugenio... Com certeza
> irão se emocionar.
André Carvalho | 1 Sep 2007 16:52
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Re: Re: Radicais di SAMBA (Folha de São Paulo)

Eugenio

Voce não sabe da história dos caras pra falar este monte de merda. Eles são
pesquisadores. Antes de chamar Terreiro Grande eles eram o Gremio Recreativo
de Pesquisa e Tradição (ou Tradição e Pesquisa, não me lembro agora) Morro
das Pedras. PESQUISA E TRADIÇÃO!!!! Tá compreendendo? Por isso eles
pesquisam e tocam sambas antigos. Você conhece alguem que faça isso,
Eugênio? O valor deles consiste em resgatar lindos sambas que, se não fossem
eles, seriam perdidos para sempre.

Pena que voce prefira escutar em uma roda de samba Arlindo Cruz e
Sombrinha... Sinceramente, tenho pena de você.

"Quem é você que não sabe o que diz
Meu Deus do céu, que palpite infeliz..."

O palpite mais infeliz sobre samba que eu já ouvi nesta lista.

Ah, só pra constar. Eles são amadores por opção. Mas te garanto que são
melhores do que qualquer roda de pagodinho que voce frequenta

Meça suas palavras antes de falar tanta merda, Eugênio. Os caras tem
muuuuito valor. Se você puder conferir, você vai ver. Se bem que a cadencia
deles talvez te incomode. Afinal, você curte mesmo é FDQ, né?

tsc, tsc, tsc... Quanta perda de tempo...
André Carvalho | 1 Sep 2007 16:55
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Re: Re: Radicais di SAMBA (Folha de São Paulo)

Vida longa ao Terreiro Grande!!!

Na ocasião em que eles gravaram este disco ao vivo, escrevi um
artigo<http://ocourodocabrito.blogspot.com/2007/02/um-show-de-roda-de-samba.html>.
Espero que possa esclarecer um pouco mais a mente de vocês

Gmane