Sérgio Moraleida Gomes | 1 Sep 03:08 2006
Picon

E continua o malvadeza...

ALDIR BLANC

Senador se irrita com críticas e chama compositor de canalha

Contrariado com artigo publicado no Jornal do Brasil no qual é acusado 
de envergonhar a Bahia e o Brasil, Antônio Carlos Magalhães pode 
processar Aldir Blanc. Veja na íntegra a resposta do compositor não 
publicada no JB.

Maurício Thuswohl - Carta Maior

RIO DE JANEIRO - A hora não parece muito propícia para artistas 
consagrados falarem de política no Brasil. Há poucos dias, o músico 
mineiro Wagner Tiso e o ator paulista Paulo Betti viram declarações suas 
(não muito felizes, é verdade) acerca da prática política nacional 
repercutirem de forma exagerada nos principais jornais do país e 
suscitarem uma patrulha ideológica que não se via desde Regina "eu tenho 
medo" Duarte. Outra vítima de suas próprias opiniões - e do furor que 
elas podem causar nos setores mais à direita da sociedade - é o genial 
compositor carioca Aldir Blanc que, após destilar seu humor crítico para 
cima do senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) num dos artigos que 
escreve periodicamente para o Jornal do Brasil, virou alvo da ira do 
baiano e agora corre o risco de ser processado.

O artigo que tirou Antônio Carlos Magalhães do sério e o fez chamar 
Aldir Blanc de "canalha" numa carta enviada à redação do JB foi 
publicado no dia 11 de agosto, sob o título "Salada Salobra". Nele, 
depois de descer sem piedade a lenha em meio mundo - num leque que vai 
de Luiz Inácio Lula da Silva a Geraldo Alckmin e passa por Rosinha 
Matheus, Anthony Garotinho, Jader Barbalho, Cláudio Lembo e Newton 
(Continue reading)

Artur de Bem | 1 Sep 04:48 2006
Picon

Re: Re: Raiz do Samba

">Não dá a impressão que tudo começou aí?"

Dá a impressão que era um ritual de candomblé...
Só tem percussão.. não tem nenhum cavaquinho, banjo....

calma... brincadeira...

-----MENSAGEM ORIGINAL-----
De: "Raphael Oliveira" <raphael.oliveira@...>
Enviada em: Qui, 31 Ago 2006 16:29:36
Assunto: Res: Re: Re: [S-C] Raiz do Samba

>    Amigos, 
>    Desculpem me meter na conversa mais eu ouso discordar do dicionario.
>    Entendo que o buraco e bem mais embaixo do que se refere o autor  ... Vou reproduzir dois trechos de colunas do
Sr. Nei
>    Lopes que não falam exatamente do assunto mais dão uma ideia da profundidade do asunto. Alias Nei Lopes
é o Cara.
> 
>    Um forte Abraço
>    Raphael SãoGonça
>
>==============================================
>    O samba carioca, embora nascido de um amálgama de ritmos predominantemente africanos - como, aliás,
toda a música popular afro-americana, do sul dos Estados Unidos ao Prata - sempre teve admiradores e
cultores entre as camadas mais abastadas e epidermicamente menos pigmentadas da sociedade.
Admiração e culto esses que, no contexto da bossa-nova, fora do esquema "banquinho e violão" e graças
à tríade piano-baixo-bateria, propiciou a saudável fusão entre ele e o jazz, que já se ensaiava nos
antropofágicos "bibaburiba" ("bebop w're bop") do trombonista Raul de Barros, cantados em coro pelos
animados músicos das gafieiras. 
(Continue reading)

Artur de Bem | 1 Sep 05:17 2006
Picon

Reinaldo e Luiz Carlos da Vila em Joinville - SC

Neste sábado dia 2, Reinaldo e Luiz Carlos da Vila se apresentam em Joinville.

O evento terá participação do Grupo Número Baixo, Paulão (cantor de Joinville) e o grupo Bera Samba,
que acompanhará as atrações.

Eu não tenho mais informações de local, nem preço e etc, pq é só o que eu descobri.

Artur
http://www.arturdebem.blogspot.com

E o povo continua cantando: "Foi em Diamantina, onde nasceu JK, que a princesa Leopoldina, arresolveu se
casar..." (Sérgio Porto)
Neste sábado dia 2, Reinaldo e Luiz Carlos da Vila se apresentam em Joinville.

O evento terá participação do Grupo Número Baixo, Paulão (cantor de Joinville) e o grupo Bera Samba,
que acompanhará as atrações.

Eu não tenho mais informações de local, nem preço e etc, pq é só o que eu descobri.

Artur
http://www.arturdebem.blogspot.com

E o povo continua cantando: "Foi em Diamantina, onde nasceu JK, que a princesa Leopoldina, arresolveu se
casar..." (Sérgio Porto)
Marcelo Neder | 1 Sep 06:45 2006
Picon

Re: Re: Raiz do Samba

Sou mais Cartola interpretando alvorada com sua voz e uma caixinha de fósforo, do que todos os grupos
juntos com seus cavacos e banjos acompanhando orquestralmente. A raiz do samba,  e de qualquer outra
música - principalmente as de origem africana, é o rítmo, ou melhor: sua célula rítmica (que alguns
também chamam de clave rítmica). Por exemplo:
  tác tác ta taaaah tác tác toureirourei rou
  tác tác ta taaaah tác tác toureirourei rou
  tác tác ta taaaah tác tác toureirourei rou

  Á propósito, brincadeira não: o batuque do candomblé tem muito mais a ver com o samba do que muita gente
imagina, e mais, vou pegar um gancho em outro assunto que está sendo debatido aqui na tribuna (talvez meio
verdinho ainda): a utilização do candomblé (uma religião que tem todo um contexto histórico na
sociedade brasileira) como fonte de uma gozação (por mais inocente que seja), infelizmente é o
reflexo de uma mentalidade inconscientemente preconceituosa.
  Aqui em Salvador, as crianças da escola pública Edvaldo Brandão no Bairro pobre (não é humilde não é
pobre: p-o-b-r-e)Cajazeiras, aprendem sobre os orixás. A escola possui imagens de vários santos
pregadas na parede, da mesma forma que elementos do chamado "folclore tradicional" (Será que tão
ensinando vudu pras crianças, ou é uma forma de ampliarem o conhecimento delas?). Ás vezes eu leio
depoimentos sobre preconceito e acho puro panfletarismo. Não existe só racismo não. Existem
preconceitos sociais, muitas vezes mais graves, sendo praticado e sofrido por pessoas da mesma raça
(sem contar nos preconceitos religiosos...).
  Perdi a conta de quantas vezes em ensaios, eu que sou branco, ouvi da boca de músicos negros a seguinte pérola:
  "Toca essa porra direito! Eu sou racista mesmo: Não gosto de branco "
  Se fosse o caso de registrar B. O. por causa disso... Tenho mais o que fazer...

  O que eu acho é o seguinte: Essa idéia de tentar conduzir a música por esse ou aquele caminho já nasceu
morta. Música (e a arte) são um patrimônio livre, comum. É como a língua de uma nação, é uma coisa
viva incontrolável. Por mais que se imponha uma "evolução" ela segue o seu ruma sozinha. Esse negócio
de certo e errado, sei não viu... pra mim tudo tem seu espaço, desde Noel Rosa a Tati Quebra-Barraco e
citar frases como: ah! tal mistura deu certo tal mistura deu errado, cuidado, isso pode virar uma grande
armadilha. Já participei de rodas de choro e de samba que foram uma porcaria, e já assisti a baile funk sem
(Continue reading)

Marcelo Neder | 1 Sep 07:46 2006
Picon

RE: É o Tchan e o Axé

O próprio Armandinho, cita num livro lançado sobre a história do trio elétrico - esqueci o nome agora -
essa questão. Ele fala mais ou menos assim: "... mas afinal, o que é o Axé?".
  Na minha opinião, o próprio rock também sofre do mesmo mal. São tantas subdivisões que muitas vezes
só tem em comum a guitarra.
  Agora é importante, que não carregue junto a idéia de que determinado grupo, e seu correspondente
estilo é menor que o outro. Qualidade musical esbarra numa questão cultural e pode ser relativa. Agora,
particularmente, não entendi muito a importancia dessa discussão... Um rótulo muitas vezes leva um
leigo a conhecer todo um universo que não cabe na lateral de um CD. Daqui a pouco vão estar levantando aqui
na tribuna a seguinte bandeira: abaixo o capitalismo!
E isso é perigoso. Ivete Sangalo, é um exemplo pra indústria fonográfica em profissionalismo e
organização. Ela mesmo diz: dinheiro, é consequencia...
  Não me agrada muito a visão de que o Brasil pra Inglês ver é samba-caipirinha-mulata (a prostituição
infantil que o diga...). Seria muito mais legal, através de todo um planejamento de marketing cultural
ver os adolescentes europeus ou australianos cantando de cor e salteado Cartola e colando foto do Noel na parede.

Cicero Soares <cicerogabriel@...> escreveu:
  Pois é. É o que eu disse, Caio. Tudo o que é música de Carnaval da Bahia 
recebe esse rótulo: axemiusique.

A canção mais tocada no ano passado foi um forró, Coração, de Tomate; Há 
alguns anos foi um reggae de Sine Calmon & Morrão Fumegante, Trem do Amor; 
Daniela foi sucesso com o samba-reggae "Ilê Pérola Negra" há três anos; Acho 
que o samba "Mal acostumada", do Ara Ketu, é de 2004.

Mas entra tudo no mesmo rodo: axemíusique...

Cícero Soares

>From: "Caio Pontual" 
>To: "Tribuna" 
(Continue reading)

Marcelo Neder | 1 Sep 08:14 2006
Picon

RE: Antonio Carlos, Jocafi e Steve Wonder

TAMBÉM QUERO!!!!!!!!!!!!!!!!!
 		
---------------------------------
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Marcelo Neder | 1 Sep 09:37 2006
Picon

Re: Re: Novo DVD da Beth Carvalho

Sabe Caio, essa sua frase "O samba carioca tem mais é que se dar ao valor, e manter suas raízes, sem
timbales", me soa curiosa. Explico. Sou um cavaquinhista carioca que mora em Salvador e vive cercado
desses dois universos o "samba carioca que a gente toca aqui" e o samba de roda que alguns grupos fazem uma
adaptação na letra (apelativa) transformando num outro gênero: a quebradeira (do verbo quebrar,
mexer, rebolar), entre outros pois o universo do choro aqui também é riquíssimo, apesar da agenda do
samba e choro não comentar. É engraçado pelo seguinte, aqui em Salvador tem uma casa de samba bem
gostosa (quem for tribuneiro e morar aqui pode confirmar - quer ver uma coisa: quem conhece o Bêco de Gal
aí dê um oi!), chamada Beco de Gal. Gal do Bêco, como é conhecida a sambista dona do lugar (que eu guardo
no meu coração num cantinho muito especial, por sinal minha madrinha no samba e na vida), detesta
quebradeira, e é sambista baiana (fluminense pra falar a verdade, mas com
 quase 30 anos de Salvador). Eu tive o privilégio de poder tocar lá com muita gente boa, e era interessante
notar a divisão do público em gostos: os mais novos, quebradeira; e os mais velhos (ou não!) samba - que
vc quer chamar de carioca...(pra mim samba é samba, seja aqui, aí ou em Marte). Os mesmos músicos que
tocavam músicas do Ilê, passavam pra Zeca Pagodinho e cantavam samba de roda (além de se aventurarem no
chorinho e se acabarem na quebradeira). Tocar samba de roda (samba-de-roda mesmo, sem apelação, de
Santo Amaro, no improviso quase...) com Cumpadre Washington (cantor do é o tchan), é uma aula de
cultura. Claro, não me cobre harmonias rebuscadas ou versos filosóficos, de um gênero que nasceu numa
Bahia Semi-rural.Mas é bonito. Ás vezes chega a emocionar pela pureza. Sem contar nas baixarias de
violão que ficam duelando com o cavaco. Agora, cultura mesmo é um conceito muito amplo. Seria muito
interessante se todo mundo pudesse ter acesso a uma matéria chamada
 etnomusicologia. Ela fala mais ou menos isso: Tudo o que o ser humano faz é cultura. Existe todo um contexto
sócio-cultural, uma série de valores (por sinal o problema axiológico - dos valores, em filosofia
está aí para ser resolvido: quem se aventura a definir os valores corretos para a humanidade?), que
determinam o que é agradável para cada nicho populacional pertencente a determinada "célula-socio-economica-cultural".
  Mas voltemos ao Bêco de Gal. É engraçado o seguinte: não existe diferença alguma na condução
técnica (harmonia-rítmo-melodia) que diferencie o samba de roda (patrimonio da humanidade), para a
quebradeira ("gen defeituoso do micróbio do verme do cocô do cavalo do bandido" aqui na tribuna): só
muda a letra. E outra viu? Não me esbarro só com Cumpadres Washingtons por lá não, tem muito sambista
carioca e paulista que vai até lá tomar uma em paz e dar uma palhinha (ou só curtir. Se manifestem por
favor, não deduro ninguém pra esposa!). Outra coisa engraçada é o termo timbales (instrumento de
(Continue reading)

Marcelo Neder | 1 Sep 09:44 2006
Picon

Re: esse papo de racismo...

Assino embaixo

  Marcelo Neder

Paulo Serau <pauloserau@...> escreveu:

Eu sou branco e amei até a pouco tempo uma negra linda.

Agora sou negro e amo uma branca linda.

Gente, racismo é bosta.

Não aguento mais ler esses emails, o que me importa é saber que aqui podemos
exaurir todo e qualquer tipo de preconceito, pois em se falando de música,
não importando samba, bossa, rock, reggae, etc. tudo é uma questão de
mistura, universos entrando em universos.

Não esquecendo que os últimos estudos sobre a genealogia humana, descobrindo
que todos os homo sapienes decendem de uma mulher negra africana.

Somos todos irmãos, preto, branco, rosa, verde, amarelo, vermelho...

O chato de tudo isso é que tem gente que ainda não percebeu que somos UMA
ÚNICA COISA, SOMOS DA RAÇA HUMANA, e se não nos juntarmos e pensarmos em
unÃ&shy;ssono o Homem-do-saco virá e nos levará embora.

Valeu pelo espaço!

Paulo Serau - brancopretotudo
_______________________________________________
(Continue reading)

Jorge Moraes | 1 Sep 13:53 2006
Picon

Re: Re: Raiz do Samba

Oi, Raphael!

  Também concordo com você, quando diz que Nei é o cara. Domingo mesmo, vi um show do cara no Dia Municipal do
Choro em Mendes e fiquei pensando: tá lá o Nei contando um "causo" aqui e outro ali sobre sua vivência no
mundo do samba, como se fosse conversa de botequim, mas o sujeito é praticamente o Aurélio Buarque de
Holanda da cultura negra do Brasil.

  Bom sujeito, esse Nei. A ele e às gravações de resgate cultural de Martinho da Vila, a história e a gente
há de dever um grande reconhecimento.

  Bato palma pros dois,
  Jorge

Raphael Oliveira <raphael.oliveira@...> escreveu:
  Amigos, 
Desculpem me meter na conversa mais eu ouso discordar do dicionario.
Entendo que o buraco e bem mais embaixo do que se refere o autor ... Vou reproduzir dois trechos de colunas do
Sr. Nei
Lopes que não falam exatamente do assunto mais dão uma ideia da profundidade do asunto. Alias Nei Lopes é
o Cara.

Um forte Abraço
Raphael SãoGonça

==============================================
O samba carioca, embora nascido de um amálgama de ritmos predominantemente africanos - como, aliás,
toda a música popular afro-americana, do sul dos Estados Unidos ao Prata - sempre teve admiradores e
cultores entre as camadas mais abastadas e epidermicamente menos pigmentadas da sociedade.
Admiração e culto esses que, no contexto da bossa-nova, fora do esquema "banquinho e violão" e graças
à tríade piano-baixo-bateria, propiciou a saudável fusão entre ele e o jazz, que já se ensaiava nos
(Continue reading)

Gabriel Gomes | 1 Sep 13:56 2006
Picon

RES: O samba da Bahia

Mário, vou discordar um pouco de você.

Apesar de existirem as tais fórmulas, acredito que não seja a simplicidade e falta de lirismo que leva as
pessoas a gostarem desse tipo de "música". O que acontece é uma espécie de lavagem cerebral coletiva
conseguida as custas de muito jabá. 

Funciona assim: a música toca umas 20 vezes (estou chutando, não sei se é isso) por dia em cada emissora de
rádio. No fim de semana o grupo/cantor/cantora aparece em todos os programas populares (Faustão,
Gugu, Sabadaço, etc...). Sem contar outros meios de divulgação.

Não acredito que seja necessário nenhum conhecimento para gostar de música boa. Essa educação
musical que muitos falam, deve impreterivelmente passar por estudo musical ou mesmo lingüístico.
Acredito que o grande problema seja a falta de acesso à boa música.

Quer ver? Coloque na vitrola o Carinhoso ou Rosa de Pixinguinha. Todo mundo sabe a letra (mesmo que mais ou
menos). São letras difíceis. As harmonias então... e isso não impede que gostem da música.

Repare que há alguns anos o que se ouvia nas rádios eram músicos do nível de Chico, Caetano, Gilberto
Gil, Jobim , João Gilberto, não dá pra citar nem uma fração. O que se tinha de mais popular (a
simplicidade musical da época) eram do nível de Roberto e Erasmo. Experimente voltar ainda mais no
tempo e verá que os artistas que tocavam nas rádios são exatamente aqueles mestres que tanto
reverenciamos atualmente.

As pessoas naquela época não tinham mais educação musical do que hoje. O que faz com que sejamos
privilegiados é o fato de que, um dia, alguém nos apresentou à música boa. Um dia tivemos a
oportunidade de conhecer outras freguesias musicais, deixando o reino da bestialidade e
massificação cultural.

Abraços,

(Continue reading)


Gmane