YouTube científico disponibiliza vídeos de pesquisas, palestras e documentários
Thiago Romero
Agência FAPESP
31/08/2007
Uma nova plataforma de gerenciamento e transmissão de vídeos,
desenvolvida pela equipe do Laboratório de Arquitetura e Redes de
Computadores (Larc) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo
(USP), foi implantada na Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP).
YouTube científico
A ferramenta, chamada de Vídeo <at> RNP, permite a distribuição gratuita
de vídeos sobre atividades de ensino e pesquisa realizadas em todo o
Brasil. Os conteúdos multimídias podem ser inseridos e acessados pela
internet a partir de ferramentas de armazenamento, busca, indexação e
transmissão.
Antes de criar a plataforma, os pesquisadores envolvidos com o
projeto fizeram um levantamento dos vídeos acadêmicos disponíveis na
internet. "Em uma vista rápida a sites como o YouTube, é possível
encontrar alunos de universidades brasileiras mostrando seus
experimentos em laboratório", disse Regina Melo Silveira, coordenadora
do Grupo de Trabalho de Gerência de Vídeo (GTGV) do Larc e responsável
pelo desenvolvimento da plataforma, à Agência FAPESP.
Vídeos sérios
"Esse tipo de vídeo não é produzido por diversão e sim para
demonstrar resultados de pesquisas. Por isso, resolvemos criar uma
ferramenta específica para tal tipo de divulgação", explicou a
professora, destacando que o Vídeo <at> RNP foi inicialmente concebido para
suprir as necessidades do setor acadêmico.
"Mas, até o fim do ano, pretendemos distribuí-lo como software livre
para que fique à disposição e seja personalizado por qualquer
instituição de ensino e pesquisa no país, pública ou privada", disse
Regina.
Vídeos com palestras e documentários
Ao se cadastrar no sistema atual, que disponibiliza vídeos como
palestras e documentários, além de permitir a transmissão ao vivo de
eventos, o usuário pode personalizar um ambiente de acordo com suas
necessidades. O sistema é dividido basicamente em vídeos públicos, que
podem ser vistos por qualquer usuário, e vídeos privados, restritos a
comunidades específicas de usuários cadastrados.
"Imagine um grupo de pesquisas em medicina que tem vídeos de
operações médicas que não podem ser divulgados abertamente, por
exemplo. Esses vídeos ficam em um ambiente voltado às pessoas que
integram o grupo", explicou Regina.
Acesso controlado
Segundo a coordenadora do GTGV, o cadastramento de vídeos na
plataforma é controlado. "Apesar de todos os vídeos poderem ser
visualizados livremente, a RNP está em fase de criação de uma política
de controle para a inserção dos vídeos na plataforma."
Ao todo, sete servidores estão disponíveis para gerenciar a
distribuição dos vídeos e, segundo ela, a RNP deverá expandir essa
infra-estrutura para mais de 20 servidores, "de modo que todos os
pontos de presença da rede espalhados pelo território nacional tenham
pelo menos um servidor de vídeo para essa finalidade".
O projeto dos servidores de transmissão é conduzido em parceria com
docentes da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). O Vídeo <at> RNP também
deverá ser personalizado, nos próximos meses, para o portal da USP,
onde serão armazenados vídeos do acervo científico, educacional,
cultural e histórico da universidade.
Retirado de:
Inovação Tecnológica--
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